A Prefeitura de Mombaça transferiu R$ 7.244.501,69 para duas organizações sociais que administram a rede municipal de saúde entre fevereiro e abril de 2026. Mesmo com o repasse médio de R$ 2,4 milhões por mês, moradores relatam falta de médicos, demora no atendimento e profissionais com salários atrasados.
Os dados são referentes aos contratos vigentes no primeiro quadrimestre de 2026.
O Instituto Saúde e Cidadania, ISC, recebeu R$ 3.651.423,90. O valor é relativo ao Contrato nº 03032501SMS, firmado por meio da Chamada Pública 001.2025SMS-CP. A entidade é responsável pela gestão, operacionalização e execução dos serviços do Hospital e Maternidade Antonina Aderaldo Castelo.
Já o Instituto de Gestão, Operacionalização e Assistência à Vida recebeu R$ 3.593.077,79. A organização foi selecionada por convocação pública para gerir as Unidades de Atenção Primária à Saúde, o Centro de Especialidades Odontológicas, o CAPS e o Centro de Saúde do município.
Reclamações da população
Apesar do volume de recursos, pacientes relatam postos de saúde sem médico e longas filas de espera. Profissionais que atuam na rede afirmam que há atrasos recorrentes no pagamento dos salários.
Moradores também apontam desabastecimento de insumos básicos em algumas unidades. “Se entrou mais de R$ 7 milhões em três meses, onde está o médico no posto? Por que o pagamento não está em dia?”, questiona um usuário que pediu para não ser identificado.
Comparativo
Com R$ 7,2 milhões, seria possível pagar 120 médicos com salário de R$ 20 mil por mês durante três meses. O mesmo valor manteria 10 equipes completas de Saúde da Família por um ano, conforme parâmetros do Ministério da Saúde.
A gestão da saúde por meio de organizações sociais tem como objetivo dar mais agilidade e eficiência ao serviço, situações que não acontecem no município. Em Mombaça, a terceirização abrange toda a rede, do hospital aos postos.
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