quarta-feira, 22 de abril de 2026

Avião com carga de R$ 15 milhões cai em Minga Guazú no Paraguai e é saqueado; piloto morre no local

Um avião que transportava cerca de R$ 15 milhões caiu no último sábado, 18 de abril, na cidade de Minga Guazú, no Departamento de Alto Paraná, no Paraguai. A aeronave foi saqueada por moradores antes da chegada das autoridades, segundo informações que circulam em portais de notícias e redes sociais.

Parte da carga foi levada. A estimativa preliminar é que cerca de US$ 2 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 9,9 milhões, tenham desaparecido após o acidente. Ainda não há confirmação oficial sobre a origem ou o destino do dinheiro.

De acordo com a Direção Nacional de Aeronáutica Civil (DNAC), o avião emitiu um alerta de falha no motor às 15h38, horário local. Relatórios iniciais apontam problema no motor esquerdo, o que teria provocado a perda de sustentação e a queda da aeronave em uma área de vegetação próxima à zona urbana de Minga Guazú.

O piloto, identificado como Fernando Noldin, morreu no local. O copiloto, Yeruti Nuñez, foi socorrido com ferimentos e está em estado estável. Os passageiros Hiron Bogado e Freddy Recalde ficaram gravemente feridos e foram encaminhados a hospitais da região. Não há atualização oficial sobre o quadro clínico dos dois até o momento.

Imagens e relatos indicam que, minutos após a queda, moradores se aproximaram da aeronave e retiraram parte da carga antes da chegada da polícia e dos bombeiros. A Polícia Nacional do Paraguai e o Ministério Público local devem investigar não apenas as causas do acidente, mas também o saque à carga e a procedência do dinheiro transportado.

A DNAC abriu procedimento para apurar falhas mecânicas e as condições do voo. A identidade do proprietário da aeronave e o plano de voo ainda não foram divulgados.

O caso ganhou repercussão por envolver grande quantia em dinheiro e pela rapidez com que a carga foi saqueada. Autoridades paraguaias alertam que a retirada de objetos de locais de acidente é crime e pode prejudicar as investigações.

Nenhum comentário: