Se estendeu até às 22 horas desta segunda-feira (14) no Fórum Hermes Parahyba de Crato o julgamento de um motorista acusado de matar sua namorada. Ao final, o motorista Ivanildo Leandro da Silva, de 52 anos, foi condenado a 16 anos de prisão por feminicídio por meio cruel e já saiu direto para o presídio de Juazeiro. No dia 10 de junho de 2024 ele matou por asfixia mecânica Robéria Caitano de Moura, de 18 anos, que residia no Sítio Trindade (Distrito de Santa Fé) em Crato.
O crime aconteceu num motel da cidade e Ivanildo teria forjado um acidente para atribuir o óbito ao impacto da batida, mas essa causa não ficou caracterizada no resultado do exame cadavérico e muito menos na perícia criminal. Quatro meses após o crime, ele foi preso por determinação judicial, mas terminou conquistando o direito de responder em liberdade. Em outubro do ano passado, o juiz da 1ª Vara Criminal do Crato, Josué de Sousa Lima Júnior, chegou a impronunciá-lo.
Entretanto, Ivanildo terminou levado ao Tribunal do Júri para responder ação penal de competência do júri por feminicídio. Ele chegou a ser indiciado pelo delegado Daniel Leite por fraude processual e, depois, as investigações migraram para as mãos da Delegada de Defesa da Mulher (DDM) de Crato, Kamila Brito. No primeiro depoimento, Ivanildo afirmou que Robéria estava bem passando a ideia do óbito para o acidente.
Ao ser reinquirido, o motorista disse que sua namorada tinha sofrido mal súbito durante ato sexual no motel e estava em busca de socorrê-la quando ocorreu o acidente. Nas investigações foram ouvidos até funcionários do motel afirmando ter o quarto ficado sujo de sangue e, no local, os óculos e par de brincos de Robéria. Nas imagens de câmeras de segurança após o acidente, é possível ver que o próprio Ivanildo coloca a namorada na calçada do CRAS após retirar da caminhonete aparentando estar desfalecida. Com isso, as suspeitas que já viajava desacordada no carro.
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