sexta-feira, 14 de junho de 2019

Facilidade dos presos no Ceará para aplicar golpes de dentro de presidios foi descoberto pela as autoridades que alguns detentos de unidades prisionais do Ceará pagavam entre R$ 100 e R$ 200 para "comprar" ou "alugar" contas bancárias de terceiros. As contas movimentavam o dinheiro do crime praticado de dentro da cadeia, segundo investigações em andamento, conduzidas pelo o Departamento de Investigação Criminal (Nuinc), do Ministério Público Estadual (MPCE).

As contas guardaram quantias obtidas em crimes cometidos por telefone, como os falsos sequestros ou a venda fictícia de veículos por aplicativos. Também serviram para receber depósitos das mensalidades pagas por membros das facções criminosas.

O valor de cada conta adquirida dependia do limite autorizado pelo banco para as transações de saque - até R$ 3 mil, segundo a Caixa Econômica. Chegavam a movimentar até R$ 20 mil semanalmente. Contas com permissão ilimitada valiam mais, eram as mais procuradas pelos presidiários golpistas.

A maioria dos cadastros usados pelos presos era da Caixa Econômica Federal, segundo os promotores de justiça Humberto Ibiapina e Francisco Gomes Câmara, do Nuinc.

Confirmam que há cadastros vendidos ou emprestados de outros bancos. Os promotores indicam que a facilidade de abertura de contas em agências lotéricas era o que atraía os "vendedores".

A fraude foi descoberta com a análise de material apreendido nas celas de penitenciárias locais, durante vistorias coordenadas pelo MPCE.

Foram pelo menos sete operações de inspeção extraordinária, entre 2017 e 2018. Nas celas, entre celulares, chips, drogas e armas artesanais recolhidas também havia anotações dos traficantes presos. Foi nesses papéis que apareceram numerações referentes a dados bancários e informações sobre a movimentação financeira feita do lado de fora do presídio.


A facilidade dos presos aplicar golpes contra a sociedade de dentro dos prédios chamar a atenção.

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