Policiais civis da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO-Sul) em Juazeiro encontraram um fuzil, bastante munição e duas granadas no interior de um veículo Fiat Pálio Fire de cor vermelha. O carro estava no pátio do complexo de delegacias onde funcionam três especializadas na Rua Nossa Senhora Medianeira da Paz no bairro São José. Ele tinha sido apreendido início deste mês, no Posto da Sefaz de Penaforte, transportando mais de 200 Kg de maconha desde o Rio de Janeiro.
O achado dos explosivos e da arma aconteceu 12 dias após a apreensão do carro quando os oficiais investigadores aprofundaram averiguações. Estavam escondidos no painel do carro em local de difícil acesso e, diante da situação, a DRACO decidiu acionar a perícia criminal e o Esquadrão Antibombas veio ao Juazeiro para desativar as granadas.
O local segue guarnecido por policiais civis e militares num serviço de monitoramento. No espaço, funcionam além da DRACO-Sul, o Núcleo de Homicídios e Proteção à Pessoa (NHPP) e o Departamento de Polícia do Interior (DPI). A apreensão desse veículo aconteceu no dia 1º de outubro numa ação de combate ao tráfico de drogas na BR-116 no Cariri. Era dirigido por Lailton da Silva Mesquita, de 40 anos, residente em Quixadá, que foi preso após os policiais encontrarem 205,3 kg da “erva”.
A droga estava em seis caixas de papelão no banco traseiro e, em meio aos entorpecentes, havia um rastreador. No depoimento prestado, o acusado informou ter saído de Quixadá no último dia 23 na direção do Rio de Janeiro. Depois foi à Itapecirica da Serra (SP), onde apanhou mais drogas e receberia R$ 3 mil para deixar em Fortaleza não sabendo a quem. Apenas que seria perto da Praça do Ferreira a uma pessoa do Comando Vermelho (CV) sem saber o nome.
Ele foi autuado em flagrante pela autoridade policial e vai responder por tráfico interestadual de drogas. Inclusive, Lailton usa tornozeleira eletrônica decorrente de crime violência doméstica em Quixadá. Nesse caso, até descumpriu limites territoriais definidos para o equipamento e o mesmo confessou ainda que já tinha feito o mesmo “serviço” há dois meses.
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