Acusados por assassinato de agricultora vão a júri popular nesta terça-feira no interior do Ceará
Dois homens acusados de assassinar a agricultora Aparecida Ferreira Lima Rangel, morta após ser atingida por uma barra de ferro na cabeça em 14 de janeiro de 2018, vão a júri popular nesta terça-feira (10), em Aurora, no Cariri cearense. O julgamento de Francisco Erivan Rangel Filho, conhecido por “Pantico”; e José Ribeiro Duarte, o "Rogai", começou às 9 horas, no fórum da cidade.Francisco Erivan era marido da vítima e amigo do segundo acusado. De acordo com a denúncia do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), o companheiro de Aparecida teria contratado José Ribeiro por R$ 400 para simular um assalto e matar a própria mulher.
Ainda segundo o MPCE, Erivan fez um seguro de vida em novembro de 2017 e colocou-se como beneficiário de um prêmio no valor de R$ 800 mil. Para a polícia, foi justamente este seguro a motivação do crime.
Desde cedo, familiares, amigos e moradores de Aurora se reúnem em frente ao Fórum Desembargador Jaime de Alencar Araripe para protestar contra o crime e pedir justiça. "Parem de nos matar", diz um dos cartazes carregados por uma mulher, familiar de Aparecida.
Os suspeitos chegaram ao fórum escoltados pelo Grupo de Operações Regionais e devido à grande movimentação e revolta da população, o carro acessou o estacionamento do fórum. Os dois desceram do veículo com os rostos cobertos por um lençol, acompanhados do advogado.
Inicialmente, Erivan Rangel, que era casado há mais de 20 anos com Aparecida Ferreira, disse em depoimento que ele e sua esposa estavam voltando de um balneário numa motocicleta na noite do crime, quando sua companheira, que estava na garupa da moto, se desequilibrou e caiu na rodovia CE-288, sendo atropelada por um outro veículo.
Ele noticiou à família da vítima que teria sofrido um acidente de trânsito e que, na ocasião, Aparecida veio a óbito. Ao ser questionado sobre os dados do veículo atropelador, Francisco não soube responder.
A Polícia Civil do município desconfiou da versão de Francisco Erivan pela ausência de sinais de acidente no corpo da vítima e o comportamento que ele apresentava. Com as investigações, entretanto, o MPCE apontou como motivação o prêmio do seguro de vida.

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