O mês de maio terminou com o registro de quatro mulheres assassinadas na região do Cariri mais precisamente nos municípios de Juazeiro (02), Barbalha e Farias Brito após um mês de abril com três ou 25% de acréscimo. Além disso, com quatro mulheres mortas no quinto mês deste ano, representa duas a mais ou 50% de acréscimo quanto ao mesmo período no ano passado já que, em maio de 2025, tivemos duas pessoas do sexo feminino assassinadas.
Nos primeiros cinco meses deste ano no Cariri já são 13 mulheres assassinadas na região contra seis nos cinco primeiros meses do ano passado ou acréscimo de 54% em virtude de sete a mais na comparação entre tais períodos. Elas foram mortas nos municípios de Juazeiro (05), Barro e Missão Velha (02 cada) e as demais em Várzea Alegre, Brejo Santo, Barbalha e Farias Brito. Do total de 13 mulheres mortas no Cariri, cinco foram em Juazeiro ou 38,5% de participação.
No dia 9 de maio a comerciante Aliny Soares, de 44 anos, que residia nas Casas Populares (Limoeiro), foi morta a tiros num bar na esquina das ruas Yone Rodrigues e Jaime Dorcy perto da Feirinha da Troca no João Cabral em Juazeiro. Ela respondia por tráfico de drogas, furto, posse de arma e homicídio. No dia 11 de agosto de 2009 mandou matar Francisco de Assis Melo Leite, de 34 anos, o “Diassis”, no bairro Salesianos por ter deixado de comprar drogas a ela.
Já no dia seguinte a industriária Maria Amanda Nascimento Lima, de 30 anos, que residia na Rua Francisco Ferreira de Araújo (Vila Santo Antonio) em Barbalha, foi morta a tiros em casa. Ela não respondia crimes e aparecia em procedimentos apenas como testemunha do tráfico de drogas e vítima de furto e violência doméstica. No dia 18 de maio a polícia prendeu o seu companheiro e mototaxista Cícero Gilson Leandro, de 43 anos, o “Nego Gil”.
No dia 17 de maio a idosa Terezinha Lira Neves, de 69 anos, conhecida por “Babá”, que residia na Rua Todos os Santos (Santa Tereza) em Juazeiro, morreu no HRC cerca de 20 horas após ser esfaqueada quando trafegava a pé pela Rua São Paulo naquele bairro e ía buscar a filha na loja onde trabalhava. O autor do crime foi Pedro Henrique Sabino Medeiros, de 21 anos, preso na segunda-feira (18) no vapt-vupt dizendo ter sido “coisa de cachaça”.
Três dias depois Ana Lívia Alves Silva, de 24 anos, a “Milinha”, que residia na Rua João Ribeiro da Silva (Bairro Mutirão Novo) em Farias Brito, foi morta a tiros na sua casa por dois homens numa moto. O seu companheiro o garçom Sávio Ferreira Barbosa, de 22 anos, saiu baleado. Ele responde por tráfico de drogas, corrupção de menor, já tinha sido vítima de atentado à bala e aparece em processo como testemunha de um homicídio em Farias Brito.
Fonte: Portalm1
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