Candidatos ao Conselho Tutelar apresentam documentos para anular pleito na capital Cearense
Um grupo de candidatos ao Conselho Tutelar esteve na sede do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Fortaleza (Comdica) para protocolar recurso de anulação do processo eleitoral de 2019. Na ocasião, também foi entregue um abaixo-assinado contendo, segundo eles, 1.000 assinaturas de pessoas que contestam o processo de escolha dos 40 membros do colegiado na Capital.De acordo com o candidato a conselheiro tutelar Rondinele Mendes, o grupo não vai desistir de protocolar recurso administrativo que contém provas de irregularidades que ocorreram durante a votação (realizada no último dia 6 de Outubro) e o resultado das eleições.
As assinaturas foram coletadas no último domingo, 13, durante ato realizado no bairro Antônio Bezerra, em Fortaleza. Eleitores e outros candidatos que se consideram prejudicados se reuniram para juntar provas que possam anular as eleições.
Entre as irregularidades apontadas pelo grupo, estão denúncias de fraudes diversas na campanha, como compra de votos e ausência de nomes de candidatos nas listagens disponíveis nas seções eleitorais. Além disso, há denúncias sobre desorganização durante as eleições, como falta de reforço policial, urnas quebradas, zonas trocadas e locais de votação lotados e distantes dos eleitores.
De acordo com a candidata Isabel Diógenes, o grupo se organiza em comissões, formadas em diálogos feitos em grupo do WhatsApp. Segundo "Isabel Diógenes o grupo conta com a adesão de 83 pessoas, todas mobilizadas para anular o pleito em Fortaleza”, afirma.
Os candidatos também cogitam entrar com uma possível ação de afastamento da promotora de Justiça Antônia Lima de Sousa, titular da Promotoria de Justiça de Fortaleza, responsável por receber e apurar as denúncias de fraudes das eleições para Conselho Tutelar. O grupo acusa a promotora de má conduta durante a apuração dos casos.

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