quarta-feira, 16 de outubro de 2019


Único funcionário do Edifício Andrea, que desabou nessa última terça-feira (15), no Dionísio Torres, o zelador e porteiro Francisco Rodrigues Alves, trabalhou 20 de seus 59 anos no local.



Ele sobreviveu após conseguir correr até o portão que dava acesso à rua Tibúrcio Cavalcante e não ficou soterrado nos escombros.  O homem, que está no corredor do Hospital Distrital Edmilson Barros de Oliveira (Frotinha Messejana), no aguardo de transferência para fazer cirurgia no Instituto Doutor José Frota (IJF), diz que o prédio sempre deu sinais de que poderia cair. Um vídeo do momento da queda mostra justamente o porteiro correndo para fugir da tragédia. Ele disse que as outras pessoas que aparecem nas imagens são a síndica e mais três trabalhadores da reforma que tinha iniciado um dia antes do desabamento.



"As colunas não resistiram o peso, né? Já tem muito tempo que era assim. Era como se fosse uma tragédia anunciada", comenta seu Francisco Rodrigues.

Responsabilidade Conforme Rodrigues, a reforma iniciada na última segunda-feira (14), um dia antes da tragédia, veio sem avisar aos moradores e trabalhadores sobre a segurança deles ao permanecer no edifício. "A responsabilidade é da síndica e dos responsáveis pela obra, né?", indica o zelador do prédio.



A síndica do prédio, Maria das Graças Rodrigues de 53 anos, está sendo considerada uma "testemunha-chave" no inquérito policial instaurado ainda nessa última terça-feira (15) pela Polícia Civil. Ela segue desaparecida. Rodrigues afirma ter visto ela antes do incidente "Ela estava conosco lá embaixo, agora a hora do desabamento eu não sei para onde ela foi, eu sei que eu corri até o portão da rua Tibúrcio Cavalcante e consegui sair", relata.

Seu Francisco, que quebrou o braço, machucou o pé e a cabeça, pede justiça. "Eu vou na Justiça, sou pai de família, moro de aluguel", afirma o trabalhador, que mora no Bairro Mondubim com a esposa.

Fonte: G1 Ceará•

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